Sedativo de drogas

Cama compartilhada: coisas para pensar

2019.11.19 21:29 petitpapillonbebe Cama compartilhada: coisas para pensar

Cama compartilhada: coisas para pensar
A cama compartilhada está associada a um risco aumentado de morte súbita inesperada na infância, incluindo a síndrome da morte súbita do lactente e acidentes fatais do sono em algumas circunstâncias. Mas há muitas razões pelas quais os pais optam por ter seus bebês na cama com eles.
Por exemplo, muitos pais que dormem com seus bebês acreditam que isso ajuda seus bebês a se sentirem seguros. Eles gostam do contato corporal próximo, sentem que é gratificante e acreditam que é bom para o relacionamento deles com os bebês.
Além disso, alguns pais dormem porque acham mais prático. Amamentar e reinstalar durante a noite pode ser mais fácil. Os pais também acham que isso ajuda no sucesso da amamentação.

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O que dizem os especialistas

Os especialistas em segurança do sono infantil recomendam que seu bebê durma em um berço ao lado da cama durante os primeiros 6 a 12 meses. Uma opção interessante é o berço portátil, que além de ser totalmente retrátil e não ocupar muito espaço fica ao lado da cama dos pais e fornece uma superfície separada para dormir, mas mantém o bebê próximo para amamentar. Ambas as opções reduzem o risco de SUDI, incluindo SMSI e acidentes fatais de sono para seu bebê.

Quando a cama compartilhada é um problema

· você ou seu parceiro é fumante
· você ou seu parceiro usa drogas, álcool ou qualquer tipo de medicamento sedativo que cause sono pesado
· seu bebê tem menos de três meses ou era prematuro ou menor que a maioria dos bebês quando nasceu.

Dicas para que o bebê tenha um sono seguro

· Coloque seu bebê de costas para dormir (nunca de barriga para cima ou de lado).
· Verifique se a cabeça do seu bebê está descoberta durante o sono.
· Use cobertores leves, não colchas pesadas. Você pode usar um saco de dormir infantil.
· Mantenha o ambiente do sono livre de fumo.
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2019.08.07 13:10 Neither_Psychology Fobia Social e Depressão

Bom dia a todos,
Como não encontrei outros subs mais específicos pra isso, como psiquiatria, fobia social, etc, resolvi postar aqui mesmo. Desculpa se o post for inadequado.
Vi que alguns user já postaram aqui sobre Fobia Social e depressão, então resolvi dar meus 2 centavos a respeito de como estou tratando minha doença e falar sobre o que, na minha opinião, funciona e não funciona. Tento, através deste post, dar esperança a pessoas que também passam pela mesma situação e não estão recebendo tratamento adequado. Quero deixar claro que quando digo Fobia Social e depressão, estou me referindo a um quadro generalizado e persistente, de natureza grave, que caracteriza uma doença com componentes biológicos e, muitas vezes, genéticos. Casos mais leves ou específicos (ex: apenas medo de dar palestras, depressão após demissão) podem ser resolvidos apenas com terapia e tempo. Vou começar contando minha história.
Desde criança eu apresentava alguns sintomas ansiosos e depressivos (possuindo inclusive outros casos similares na família), porém conseguia funcionar de maneira relativamente normal. As coisas começaram a piorar gradativamente ao atingir a puberdade. Até os 14 anos já apresentava bastante dificuldade com ansiedade, sintomas depressivos e de TOC porém ainda conseguia fazer amigos e ir para a escola. Aos 15 as coisas atingiram um nível em que larguei de assistir as aulas, faltando várias vezes, e culminando em repetir o primeiro ano do ensino médio. No próximo ano, já com os amigos em outra série, me tornei socialmente recluso na sala de aula. A ansiedade e falta de motivação só pioraram com o passar do tempo, repeti mais uma vez, dessa vez o segundo ano. Com muita dificuldade, consegui me formar em 2014, nesse meio tempo já tinha buscado ajuda profissional de psiquiatras e psicólogos, sem obter grandes sucessos.
Em relação a terapia, devo confessar que não me serviu de nada. Foram alguns anos com acompanhamento em que tive 0 melhora no quadro, mesmo tendo consultas todas as semanas com dois psicólogos diferentes. A primeira medicação que tomei foi o ISRS Fluoxetina, obtendo alivio em certos sintomas de TOC, mas não passou disso. Já tendo abandonado 2 cursinhos pré vestibular e frustrado com os tratamentos, entrei em uma fase em que me revoltei, decidi que iria resolver meu problema sozinho sem remédios. Depois disso foram alguns anos pesquisando, ao ponto da obsessão, vários jeitos de me "curar", incluindo: Exercício (cheguei a treinar pesado, agachando 120 kg na academia), vitaminas, livros de auto ajuda, pensamento positivo, dieta, exames de sangue para detectar possíveis causas (painel hormonal e da tireoide, vitaminas, minerais, etc). Tive vários altos e baixos, e me senti melhor em algumas ocasiões, mas a ansiedade e a depressão continuavam presentes.
No começo desse ano resolvi voltar a estudar, e me inscrevi em outro pré vestibular. Me forcei a falar com as pessoas, acreditando que a exposição diminuiria a ansiedade. No começo achei que conseguiria continuar até o fim, porém a ansiedade ficava maior a cada semana de aula e ainda tinha muitos problemas com energia, me sentindo mentalmente cansando durante os dias. Após os dois primeiros meses, me sentindo "incurável", entrei em uma fase de depressão e parei de ir as aulas, foi então que percebi que precisaria de ajuda profissional novamente.
Comecei a tomar o ISRS Sertralina e marquei uma consulta com um psiquiatra que também fazia terapia. A Sertralina me deixou pior, foi então que troquei para o remédio Pristiq, que também só me piorou. As sessões de terapia davam certo conforto emocional mas a ansiedade e a falta de energia continuavam. Parei com o Pristiq e comecei a tomar Mirtazapina. Para minha surpresa, o novo remédio me deu algum alívio na ansiedade, porém, depois de algumas semanas, a desmotivação persistia. Foi então que comecei a estudar sobre a farmacologia das drogas psiquiátricas e o sobre os diferentes tratamentos para ansiedade e depressão.
Descobri que a classe mais prescrita pelos médicos, os Inibidores Seletivos de Receptação de Serotonina, tem uma baixa taxa de eficácia, funcionando de primeira para cerca de 25% dos pacientes. Descobri que o remédio que estava tomando, Mirtazapina, tem uma baixa afinidade como Inibidor da Recaptação de Serotonina (IRS), também não tendo efeito sobre a dopamina e a noradrenalina, sendo assim, pouco eficaz para depressão como monoterapia, funcionando mais como um ansiolítico devido a seu efeito sedativo. Descobri que existem remédios menos usados que tendem a ser mais eficazes, como o Tricíclico de dupla ação Clomipramina. Descobri também que uma classe antiga de antidepressivos, os IMAOs, são os remédios com maior eficácia comprovada para depressão e ansiedade, sendo que um estudo (1) mostra que, pasmem, após 1 ano de tratamento, 62% dos pacientes utilizando o IMAO Parnate obtiverem uma marcante melhora no quadro de ansiedade social e 17% uma resposta moderada, somando uma taxa de 79% de resposta. Tendo em vista que as doses usadas foram de 40-60mg, e alguns poucos pacientes talvez responderiam melhor a uma dose maior que a máxima, podemos teorizar que talvez a eficacia seja maior ainda. Para depressão resistente a tratamento, IMAOs tendem a funcionar quando a eletroconvulsivoterapia (ECT) falha.
Após muito estudar e refletir, aceitei que minha Fobia Social e depressão são de origem biológica, que sempre teria que conviver com isso e que não conseguiria superar apenas com terapia e força de vontade. Decidi que se for para viver assim, e tendo em vista que os outros tratamentos falharam, iria atrás da melhor medicação conhecida para a doença disponível, foi ai que decidi tomar Parnate (Tranilcipromina), um dos únicos IMAO disponíveis no Brasil.
Sobre a melhor eficácia dos IMAO sobre os outros antidepressivos, explico: Os IMAO são os únicos ADs que aumentam os 3 importantes neurotransmissores, serotonina, dopamina e noradrenalina, ao mesmo tempo. Eles funcionam através da inibição da enzima monoamina, responsável por oxidar esses neurotransmissores, aumentando, então, o nível dos mesmos. Apesar de serem muito eficazes, os IMAO caíram em desuso por serem considerados perigosos. Ao utiliza-los, é preciso evitar comidas que possuam Tiramina,para impedir uma crise hipertensiva, e medicações que agem como Seletores de Recaptação de Serotonina, podendo causar a Síndrome da Serotonina, porém, esses efeitos colaterais são em sua grande maioria exagerados, tanto pela comunidade médica, como pelas farmacêuticas. O psiquiatra clinico australiano, mundialmente renomado e aclamado por Stephen Stahl como o maior especialista em Síndrome da Serotonina e especialista em IMAOs, Dr. Ken Gillman, possuí um site em que desmente mitos comuns sobre os IMAOs e explica em que casos devem ser usados.
Ao ser negado a prescrição de Parnate pelo meu psiquiatra, com alegações sobre serem "perigosos", resolvi fazer as coisas por contra própria. Tenho parentes médicos na família, portanto não foi difícil conseguir a receita. Ao longo de semanas, fui cuidadosamente aumentando a dose conforme o recomendado pelo Dr. Gillman em seu artigo "Parnate Starting and Adjusting Dose". Estou 1 mês e meio tomando a medicação, a primeira coisa que notei foram os pensamentos negativos desaparecerem após a segunda/terceira semana. A ansiedade está claramente diminuindo a cada dia que se passa, já sinto bem menos ansiedade para andar na rua, me socializar e para ir ao cursinho e estou sentindo um aumento de confiança. Pela primeira vez na minha vida consegui dançar em uma festa com meus amigos, antes, mesmo estando embriagado, tinha um medo mortal. A falta de motivação e energia ainda não estão perfeitas porém estão melhorando.
A dieta, ao contrário dos manuais oficias desatualizados, é ridícula de ser seguida. Quase nenhuma mudança precisa ser feita pela maioria das pessoas, devendo ser evitados os alimentos envelhecidos, não pasteurizados ou de refrigeração e higiene duvidosa. Os mais comuns que correspondem a isso são queijos envelhecidos como parmesão, molho shoyu/soja, e bebidas como Chopp e alguns tipos de vinho. Cerveja engarrafada; queijos industrializados como mussarela, queijo prato, queijo ralado de supermercado; bacon e presunto industrializado; leite e derivados; chocolate; todos são liberados para consumo. Em caso de crise hipertensiva por ingestão acidental, a maioria da vezes não é grave e não requer hospitalização ou medicalização, durando apenas algumas horas. As interações de medicações também são simples, tudo está liberado (com pequenas exceções) menos drogas que ajam como Inibidores de Recaptação de Serotonina (ex: anestésico tramadol, outros ISRS, alguns Tricíclicos). Sobre efeitos colaterais, os IMAOS (principalmente Parnate) tendem a possuir menos efeitos colaterais a longo prazo dos que os outros ADs. Os mais notáveis são hipotensão postural, um indicador de dose terapêutica, e insonia, ambos tendem a desaparecer depois de alguns meses. Efeitos sexuais não são tão comuns e também tendem a desaparecer caso ocorram.
Não venho aqui dizer que todos com esse problema devem tomar Parnate. Só quero mostrar que existem opções que muitas vezes não são nem discutidas com os pacientes. O grande problema é que a maioria dos psiquiatras hoje receitam vários ISRS (fluoxetina, sertralina...) durante anos, na esperança de obter uma resposta, deixando de oferecer outras opções muito mais eficazes. Isso contribui com a dessatisfação dos pacientes, que tendem enxergar os remédios com desdem depois de várias tentativas falhas. Não existe nenhum manual ou guia médico que recomende a tão comum prática de receitar vários IRS seguidos. Isso trata-se de pura incompetência da psiquiatria moderna. Os IMAOs não devem ser descartados. Outro fator importante que é ignorado é que o psiquiatra não deve aceitar outro resultado que não a completa remissão dos sintomas do paciente, são muito comum os casos em que há um grau melhora inicial e a droga e dose são mantidas as mesmas, mas o paciente ainda se sente sintomático. Não aceite menos do que 70% de melhora no nível de ansiedade ou remissão da depressão, caso contrário, o tratamento ainda deixa a desejar. Cabe também dizer que muitos que tem Fobia Social cronica possuem depressão. Os dois maiores sintomas de depressão endógena, ou biológica, são anergia e anedonia. Um tratamento eficaz, nesse caso, deve também visar reduzir estes sintomas. Quero ressaltar também que a terapia não deixa de ser importante para alguns casos, porém, quando a ansiedade/depressão são endógenas e cronicas, de carácter grave, é fundamental o tratamento com medicamento.
Vou deixar alguns links que recomendo do site do Dr. Gillman:
https://psychotropical.com/parnate-starting-and-adjusting-dose/
https://psychotropical.com/ken-gillman-ad-algorithm/
https://psychotropical.com/why-most-new-antidepressants-are-ineffective/
https://psychotropical.com/depression-what-is-it-why-drug-treatment/
https://psychotropical.com/tcp-new-review/ *Menciona Ansiedade Social

(1) https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3209719 *Estudo sobre Parnate e Ansiedade Social
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